Matriz Pitanga

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O memorável José Francisco Borges, conhecido mundialmente como J. Borges é um pintor, cordelista e poeta Pernambucano. “J”, como é chamado pelos amigos e familiares, nasceu em 20 de dezembro de 1935, no município de Bezerros-PE e já aos 10 anos vendia na feira as colheres de pau que fazia.

Quem olhava pra aquele garotinho não imaginaria que anos mais tarde ele seria condecorado pelo presidente da República do Brasil com a comenda Ordem ao Mérito, pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) por seu serviço educativo/cultural e que estamparia o cartaz mundial da ONU (Organização das Nações Unidas).

Ainda hoje escreve seus poemas em forma de cordel e talha na madeira suas famosas matrizes, sempre retratando o povo nordestino, seus amores, mistérios, folguedos populares e as lendas, que formam uma cultura tão rica e diversificada.

Autodidata, J. Borges desenha direto na madeira e muitas vezes as imagens são feitas de memória. As Matrizes são peças de madeira talhadas ao redor da figura. As partes em alto relevo recebem aplicação de tinta e são prensadas numa folha de papel, dando origem às “gravuras”, que sempre possuem o fundo branco e a imagem impressa em cor. Por isso as palavras escritas "ao contrário".

Artista popular autodidata, poeta, xilogravador, patrimônio vivo de Pernambuco e pai de 18 filhos, J.Borges tem especial atenção às oficinas que realiza para jovens e crianças em seu Memorial, que também abriga o Museu da Xilogravura, ateliê e loja. “Faço com muita alegria esses encontros. As crianças vão aprendendo a ler e tomam gosto pelo cordel. E isso é muito importante porque levarão essa riqueza adiante”, assegura o mestre.

Apesar de ter iniciado sua carreira como cordelista, é pelas xilogravuras que J. Borges se destaca.

Sua xilogravura ganha projeção a partir dos anos 1970, quando os artistas plásticos José Maria de Souza (1935- 1985) e Ivan Marquetti (1941-2004), em visita a Bezerros - para onde tinha voltado em 1967 - encomendam as primeiras gravuras em grande formato, tendo como temática o folclore nordestino. Por intermédio deles, o trabalho elaborado com maestria no interior do Estado é apresentado a Ariano Suassuna (1927-2014). “Soube que assim que ele viu as gravuras perguntou quem era a fera que fazia aquilo. Logo depois, fui chamado à Universidade Federal de Pernambuco para conhecê-lo e para dar entrevistas a meio mundo de jornalistas que ele tinha convocado. Depois dali eu não parei mais”, relembra J. Borges o começo da longa amizade que manteve com o escritor, que o considerava “o maior gravador popular do Brasil”.

Ao longo de mais de 50 anos de uma fecunda trajetória artística, J.Borges produziu um número incalculável de xilogravuras já expostas em diversos museus - como o Louvre (França), o de Arte Popular do Novo México (Santa Fé, EUA), o de Arte Moderna de Nova York (EUA) e a biblioteca do Congresso norte-americano (Washington, EUA), considerada a maior do mundo e que tem em seu acervo uma coleção do pernambucano. Desde os anos 1990, divide seu tempo entre Bezerros e o resto do mundo. Já ministrou oficinas e apresentou a cultura popular nordestina em mais de vinte países, entre eles, Estados Unidos, México, Cuba, França, Alemanha, Suíça, Portugal, Itália, Espanha, Holanda, Bélgica, Argentina e Venezuela.

Comparado a Pablo Picasso em reportagem do jornal New York Times (2006), que também o considerou “gênio da cultura popular”, J. Borges já emprestou seus seres encantados para o mundo literário, ilustrando livros de importantes nomes como o do uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015), As palavras andantes; José Saramago (1922-2010), O Lagarto; Miguel de Cervantes, em edição comemorativa aos 400 anos D.Quixote (2005), e do livro Contos Maravilhosos Infantis e Domésticos (2012, Editora Cosac Naify), que marcou o bicentenário da primeira edição dos contos dos irmãos Grimm. O pernambucano foi, ainda, o único artista brasileiro convidado a participar do Calendário da Organização das Nações Unidas (2002), apresentando a gravura A vida na floresta.

A importância do seu trabalho foi reconhecida através de importantes prêmios a ele conferidos, como a medalha de honra ao mérito da Fundação Joaquim Nabuco (1990); o Prêmio de Gravura Manuel Mendive, na 5ª Bienal Internacional Salvador Valero (Venezuela, 1995); a Comenda Ordem do Mérito Cultural (1999, Ministério da Cultura); o Prêmio Arte na Escola Cidadã (2000, Instituto Arte na Escola e Unesco), entre outros.

 

Especificações Técnicas
Material: Madeira
Medidas: 19cm x 18cm x 2cm (Altura x Largura x Profundidade)
Peso: 0,480g
Artista: José Francisco Borges

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